segunda-feira, 17 de junho de 2013
domingo, 16 de junho de 2013
sábado, 8 de junho de 2013
Milho de Pipoca --- Rubem Alves
"Milho de pipoca quem não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre."
Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que esta sendo preparada para ela. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.
Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras, a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.
"Milho de pipoca quem não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre."
Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que esta sendo preparada para ela. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.
Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras, a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Mario Quintana, meu poeta favorito, que com sua simplicidade consegue tocar a alma humana.
No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!"
Mario Quintana
BORBOLETAS
"Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de
se decepcionar é grande.
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.
Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.
O segredo é não cuidar das borboletas e
"Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de
se decepcionar é grande.
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.
Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.
O segredo é não cuidar das borboletas e
sim
cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!"
Mario Quintana
Recomendo esse video de Marcelino Freire narrando o texto Totonha é lindo, a oralidade é lindíssima, lembra vó antiga, o passado, pessoas reunidas para contar causos, é belíssimo.
http://www.youtube.com/watch?v=WIv1KfwIstQ
Totonha - Marcelino Freire
Capim sabe ler? Escrever? Já viu cachorro letrado, científico? Já viu juízo de valor? Em quê? Não quero aprender, dispenso. Deixa pra gente que é moço. Gente que tem ainda vontade de doutorar. De falar bonito. De salvar vida de pobre. O pobre só precisa ser pobre. E mais nada precisa. Deixa eu, aqui no meu canto. Na boca do fogão é que fico. Tô bem
(FREIRE, Marcelino, In Contos Negreiros, pp79-81. Record, 2005)
http://www.youtube.com/watch?v=WIv1KfwIstQ
Totonha - Marcelino Freire
Capim sabe ler? Escrever? Já viu cachorro letrado, científico? Já viu juízo de valor? Em quê? Não quero aprender, dispenso. Deixa pra gente que é moço. Gente que tem ainda vontade de doutorar. De falar bonito. De salvar vida de pobre. O pobre só precisa ser pobre. E mais nada precisa. Deixa eu, aqui no meu canto. Na boca do fogão é que fico. Tô bem
Já viu fogo ir atrás de sílaba? O governo me dê o dinheiro da feira. O dente o presidente. E o vale-doce e o vale-lingüiça. Quero ser bem ignorante. Aprender com o vento, ta me entendendo? Demente como um mosquito. Na bosta ali, da cabrita. Que ninguém respeita mais a bosta do que eu. A química.
Tem coisa mais bonita? A geografia do rio mesmo seco, mesmo esculhambado? O risco da poeira? O pó da água? Hein? O que eu vou fazer com essa cartilha? Número?
Só para o prefeito dizer que valeu a pena o esforço? Tem esforço mais esforço que o meu esforço? Todo dia, há tanto tempo, nesse esquecimento. Acordando com o sol. Tem melhor bê-á-bá? Assoletrar se a chuva vem? Se não vem? Morrer, já sei. Comer, também. De vez em quando, ir atrás de preá, caruá. Roer osso de tatu. Adivinhar quando a coceira é só uma coceira, não uma doença. Tenha santa paciência!
Só para o prefeito dizer que valeu a pena o esforço? Tem esforço mais esforço que o meu esforço? Todo dia, há tanto tempo, nesse esquecimento. Acordando com o sol. Tem melhor bê-á-bá? Assoletrar se a chuva vem? Se não vem? Morrer, já sei. Comer, também. De vez em quando, ir atrás de preá, caruá. Roer osso de tatu. Adivinhar quando a coceira é só uma coceira, não uma doença. Tenha santa paciência!
Será que eu preciso mesmo garranchear meu nome? Desenhar só pra mocinha aí ficar contente? Dona professora, que valia tem o meu nome numa folha de papel, me diga honestamente. Coisa mais sem vida é um nome assim, sem gente. Quem está atrás do nome não conta? No papel, sou menos ninguém do que aqui, no Vale do Jequitinhonha. Pelo menos aqui todo mundo me conhece. Grita, apelida. Vem me chamar de Totonha. Quase não mudo de roupa, quase não mudo de lugar. Sou sempre a mesma pessoa. Que voa.
Para mim, a melhor sabedoria é olhar na cara da pessoa. No focinho de quem for. Não tenho medo de linguagem superior. Deus que me ensinou. Só quero que me deixem sozinha. Eu e minha língua, sim, que só passarinho entende, entende? Não preciso ler, moça. A mocinha que aprenda. O doutor. O presidente é que precisa saber o que assinou. Eu é que não vou baixar minha cabeça para escrever. Ah, não vou.
(FREIRE, Marcelino, In Contos Negreiros, pp79-81. Record, 2005)
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Depoimentos
Todos nós temos
experiências para compartilhar, guardadas em nossa memória, sobre leitura e
escrita em nossas vidas... Fazem parte de nossa história e refletem em
nossas ações, hoje !
Isabel Cristina de Almeida
Não lembro quando exatamente comecei a gostar de ler,se que
sempre li bastante e de tudo,quando era adolescente devorava Histórias em
Quadrinhos,depois passei a ler a coleção;Júlia,Sabrina li uma infinidades
desses livros,teve uma época que devorava os livros do Sidney Sheldon,Danielle
Steel,depois foi só literatura brasileira para mim não importa o livro o
autor.Concordo com Newton Mesquita quando ele diz que"aquilo que toca na
sua essência e detona tantas ideias e fantasias que se torna parte de sua
vida."
E como leitora gosto muito de ler para meus alunos e
sempre faço isso escolho uma poesia,trecho de algum livro,ou algum texto que me
tocou muito sempre levo uma leitura para ele.
Pra mim é isso "ler é viajar sem sair do lugar."
Michelle Cristina Paulino Marioto
Depois na época da adolescência eu gostava de ler romances e na juventude eu fiz a leitura obrigatória de livros que os professores selecionavam e confesso que não gostei muito.
Já na época da faculdade eu fui influenciada por vários professores que mostraram um novo jeito de ler. Nesse momento fiz leituras mais profundas e reflexivas, pois além de ler as obras nós estudávamos os autores e o contexto social de cada época. Portanto, nesse período tive um aproveitamento maior porque encontrei mais significado nas leituras que fiz e faço até hoje.
Luciene Alves Gomes
E escrever! Sou do tempo das cartas! Como minha família é de Avaré e eu morava em São Paulo, todos recebiam minhas cartas! E ai de quem não me respondesse! Até hoje todos lembram desta minha "mania"! Nas férias, eu escrevia peças de teatro para que eu e meus primos representássemos! Fazíamos um pequeno palco no sítio da minha tia e cobrávamos até entrada! Na escola, portanto, nunca tive muitas dificuldades para escrever redações, colocava a imaginação para funcionar e tudo fluía bem!
Luciene Cristina Aires da Nóbrega
Luciana Aparecida Quirino Teixeira
É óbvio afirmar que a leitura é indissociável ao ofício
pedagógico. Mais previsível, ainda é contar com ela diariamente na sala de
aula. Sabemos que a função social da escrita é uma das responsabilidades da
escola e, em consequência disso, vem a leitura. Assim sendo, a escola torna-se
um espaço privilegiado para esse incentivo, e os professores tornam-se os
principais agentes. Mas de que forma a escola pode "alimentar" o
gosto pela leitura? Foi então que comecei a trabalhar com meus alunos desde
2000,quando ingressei nesta escola, com um projetinho de "caderno de
redação" e ali eles produziam apenas textos e trabalhavam também com
livros, que eles próprios escolhiam de acordo com a sua faixa etária, o qual
teriam que fazer uma pequena "análise da narrativa" e um
"seminário" ( igual aqueles que fazíamos na faculdade, "me
sentia uma Marli Gomes"). Os primeiros eram em dupla, aos poucos fui
aperfeiçoando-o e até hoje trabalho nesse sistema e eles se adaptaram bem, pois
com isso consigo trabalhar a leitura e a escrita ao mesmo tempo, até me cobram
se vai ter o "trabalho do livro". Então pra mim foi uma experiência
muito boa e gratificante, pois passei a me interessar mais por leitura e pra
eles também, acho que consegui plantar uma sementinha!
Assinar:
Comentários (Atom)
















